Reservas da Biosfera: governo retoma comissão brasileira do programa da Unesco

Governo retoma comissão brasileira do programa da Unesco sobre reservas da biosfera
Créditos: Canva

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou, neste mês, a primeira reunião de trabalho da Comissão Brasileira para o Programa “O Homem e a Biosfera” (Cobramab). A instância foi retomada pelo governo após quase cinco anos de hiato e é responsável por coordenar as áreas reconhecidas pela Unesco que unem conservação da biodiversidade e desenvolvimento sustentável.

As chamadas reservas da biosfera têm como objetivo promover pesquisa científica, educação ambiental e valorização do bem-estar das populações locais. O encontro ocorreu no dia 8 de setembro, de forma híbrida, e contou com a presença virtual do secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, e da secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais, Rita Mesquita, que participou presencialmente.

Em sua intervenção, Capobianco afirmou que as reservas representam “uma aposta do futuro”. Segundo ele, o fortalecimento dessas áreas é um compromisso com a vida humana. “Quando cuidamos das reservas da biosfera, não estamos cuidando apenas de florestas, rios e montanhas. Estamos cuidando de nós mesmos, da nossa memória, e sobretudo das gerações que ainda virão”, destacou.

A reunião teve como pauta central a definição de estratégias prioritárias para fomentar as reservas, além de tratar de pontos administrativos, como a atualização do regimento interno. A retomada da Cobramab foi garantida pelo Decreto 12.035/2024, enquanto a composição de seus membros foi estabelecida pela Portaria GM/MMA 508/2025.

Para Rita Mesquita, a comissão reforça a importância do debate sobre a gestão dos territórios que abrigam múltiplas formas de vida e interesses. “Ao fortalecer a Cobramab, reconhecemos essa multiplicidade e valorizamos a capacidade coletiva do colegiado em construir caminhos para a conservação e o desenvolvimento sustentável”, afirmou.

Além do MMA, o colegiado conta com representantes de outros ministérios, como Ciência, Tecnologia e Inovação, Cultura e Relações Exteriores, além do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Também participam estados, municípios, sociedade civil, comunidade científica, organizações setoriais, povos e comunidades tradicionais, bem como representantes dos conselhos deliberativos das diferentes reservas.

Atualmente, o Brasil possui sete reservas da biosfera reconhecidas pela Unesco: Amazônia Central, Caatinga, Cerrado, Cinturão Verde da Cidade de São Paulo, Mata Atlântica, Pantanal e Serra do Espinhaço. Juntas, elas abrangem cerca de 20% do território nacional. Em junho, o governo federal apresentou a candidatura da Reserva da Biosfera Marinha Vitória-Trindade, no Espírito Santo, que poderá integrar a rede global composta por 748 reservas em mais de 130 países.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

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