Reequilíbrio econômico-financeiro em concessões de infraestrutura: da previsão legal à imprevisibilidade prática
Reequilíbrio econômico-financeiro em concessões de infraestrutura: da previsão legal à imprevisibilidade prática
Reequilíbrio econômico-financeiro deveria ser cláusula de rotina, não campo de batalha. Na prática brasileira, tornou-se um dos pontos de maior insegurança jurídica em contratos de concessão de longo prazo, justamente por concentrar decisões que combinam direito administrativo, matemática financeira e política institucional. (...)
Após aprovação da UE em junho, vantagem regulatória do Brasil em edição gênica perde força
Após aprovação da UE em junho, vantagem regulatória do Brasil em edição gênica perde força
O Brasil construiu, ao longo da última década, uma vantagem regulatória discreta mas relevante: tratar produtos de edição gênica como potencialmente não transgênicos, com avaliação caso a caso mais ágil do que a exigida para organismos geneticamente modificados clássicos. Essa vantagem acaba de perder parte de sua sustentação estrutural. (...)
Mercados digitais, defesa da concorrência e implicações estratégicas: uma análise do PL 4.675/2025
autor convidado
Mercados digitais, defesa da concorrência e implicações estratégicas: uma análise do PL 4.675/2025
O projeto de lei que acrescenta a proteção à concorrência nos mercados digitais entre as atribuições do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) atingiu estágio avançado de tramitação na Câmara dos Deputados. Com parecer preliminar e substitutivo apresentados pelo relator, deputado Aliel Machado (PV-PR), o PL 4675/2025 foi encaminhado ao Plenário em condições regimentais de votação, mas não chegou a ser apreciado antes do início do recesso parlamentar, iniciado em 18 de julho. (...)
A constitucionalização da responsabilidade fiscal: o novo equilíbrio entre Congresso, Executivo e Judiciário
autor convidado
A constitucionalização da responsabilidade fiscal: o novo equilíbrio entre Congresso, Executivo e Judiciário
Em junho de 2026, a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado Federal, divulgou o Relatório de Acompanhamento Fiscal nº 113 (RAF 113). O diagnóstico é direto. A dívida bruta do governo geral (União, estados, Distrito Federal e municípios, excluídas as empresas estatais), hoje em 80,1% do Produto Interno Bruto (PIB), pode alcançar 115% do PIB em 2036 caso nenhum ajuste estrutural seja realizado. Para estabilizar essa trajetória, o Brasil precisaria produzir um superávit primário de 2,1% do PIB ao ano, resultado que, mesmo (...)
Clima, bioeconomia e economia circular marcaram agenda da Comissão de Meio Ambiente do Senado no primeiro semestre de 2026
Clima, bioeconomia e economia circular marcaram agenda da Comissão de Meio Ambiente do Senado no primeiro semestre de 2026
A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado Federal encerrou o primeiro semestre legislativo de 2026 com uma agenda concentrada na construção de políticas públicas voltadas à conservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável. Em um período de poucas reuniões deliberativas, mas com uma pauta abrangente, o colegiado priorizou projetos relacionados à recuperação de biomas, economia circular, agricultura sustentável, bioeconomia, proteção animal e aperfeiçoamento dos instrumentos de gestão ambiental. (...)
CI adia votação da Política Nacional de Minerais Críticos após debate sobre soberania e industrialização
CI adia votação da Política Nacional de Minerais Críticos após debate sobre soberania e industrialização
Na reunião deliberativa realizada em 14 de julho, a Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado concentrou seus trabalhos na análise do Projeto de Lei nº 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Considerada uma das principais matérias da pauta, a proposta mobilizou um amplo debate entre os senadores sobre soberania nacional, agregação de valor à produção mineral, desenvolvimento tecnológico e segurança jurídica para investimentos no setor. (...)
Pesticidas sem fronteiras: por que Brasil, União Europeia e Estados Unidos adotam regras diferentes para os mesmos produtos?
Pesticidas sem fronteiras: por que Brasil, União Europeia e Estados Unidos adotam regras diferentes para os mesmos produtos?

A aprovação de um pesticida depende não apenas de evidências científicas, mas também de escolhas regulatórias. A comparação entre os modelos brasileiro, europeu e norte-americano revela como diferentes abordagens influenciam o registro de produtos, os limites máximos de resíduos (LMRs) e o acesso aos mercados internacionais. A autorização para uso de um pesticida pode variar […]

(...)
Custo industrial do gás natural: tarifas de transporte e acesso à infraestrutura moldam competitividade da indústria brasileira
Custo industrial do gás natural: tarifas de transporte e acesso à infraestrutura moldam competitividade da indústria brasileira
Apesar da importância do tema, o preço pago pelas indústrias vai muito além do valor da molécula do gás extraída dos reservatórios. Até chegar ao consumidor final, o produto percorre uma cadeia complexa que envolve produção, processamento, transporte, comercialização e distribuição. Em cada uma dessas etapas são incorporados custos que, somados aos tributos e encargos, determinam o valor final pago pelas empresas. (...)
Regulamentação da geração offshore ainda depende da atuação coordenada entre órgãos federais
Regulamentação da geração offshore ainda depende da atuação coordenada entre órgãos federais
A regulamentação da geração de energia elétrica offshore no Brasil avança com a consolidação do marco legal estabelecido pela Lei nº 15.097/2025, mas a implantação dos primeiros projetos comerciais ainda depende da conclusão de normas complementares e da atuação coordenada de diferentes órgãos federais. O tema voltou ao centro do debate após apresentação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) à Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado Federal, em junho deste ano, detalhando as competências dos órgãos e o estágio (...)
Regulação em construção: inteligência artificial, infraestrutura digital e a participação privada no processo normativo brasileiro
autor convidado
Regulação em construção: inteligência artificial, infraestrutura digital e a participação privada no processo normativo brasileiro
Em menos de dois anos, o Brasil aprovou no Senado Federal um marco legal de inteligência artificial, deixou expirar uma medida provisória que desonera data centers e lançou um programa de sandbox regulatório. O Estado brasileiro avança, mas sem uma agenda regulatória unificada. Para o setor corporativo, essa movimentação descoordenada configura tanto uma oportunidade real quanto um risco concreto. (...)
Embrapa e biotecnologia: o que a instituição pode entregar sem depender do Estado
Embrapa e biotecnologia: o que a instituição pode entregar sem depender do Estado
A Embrapa não é a instituição acadêmica desconectada do mercado que parte do setor privado imagina. Em 2025, 78,8% da programação de pesquisa, desenvolvimento e inovação da empresa foram financiados por captação externa, não por recursos diretos do Tesouro Nacional. Esse dado, confirmado pela própria instituição em julho de 2026, reposiciona o debate sobre o papel da Embrapa no agronegócio brasileiro. (...)
Bioeconomia começa a deixar o discurso e entra na estrutura de acesso a capital no Brasil
Bioeconomia começa a deixar o discurso e entra na estrutura de acesso a capital no Brasil

O PNDBio converte biodiversidade em variável de capex e acesso a crédito para o setor produtivo brasileiro. O Brasil responde por 18% do mercado mundial de bioinsumos, detém entre 15% e 20% da biodiversidade do planeta e concentra metade de toda a movimentação financeira desse segmento na América Latina.¹ Esse desempenho no agronegócio, com faturamento […]

(...)

Nossas principais temáticas