Ministério de Minas e Energia aprovou, na última quarta-feira (11), durante reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, a Agenda Estratégica Eletroenergética 2026. O instrumento consolida um conjunto de ações preventivas e interinstitucionais voltadas a garantir a segurança e a confiabilidade do suprimento de energia no país ao longo do próximo ano.
A agenda organiza medidas prioritárias considerando o cenário operacional do sistema, a evolução da matriz elétrica, o comportamento da carga e os desafios associados ao atendimento da demanda em diferentes períodos. A proposta busca antecipar riscos, fortalecer a coordenação entre planejamento, operação, comercialização e regulação, além de ampliar a transparência sobre as decisões estratégicas do setor.
Segundo o ministro Alexandre Silveira, a iniciativa representa um avanço na governança do setor elétrico ao integrar diferentes frentes de atuação em um único instrumento, conferindo maior previsibilidade às ações e reforçando a segurança do suprimento para a sociedade.
Três eixos estratégicos
As ações previstas estão organizadas em três grandes eixos:
Atendimento à Ponta e Rampa da Carga
Atendimento à Carga Mínima
Segurança e Confiabilidade Eletroenergética
No primeiro eixo, destacam-se a realização de leilões de reserva de capacidade (LRCAP 2026), incluindo usinas existentes, novas plantas e baterias, além da definição de diretrizes para antecipação de empreendimentos e avaliação de mecanismos como o Horário de Verão. Também estão previstas medidas para ampliar a flexibilidade das usinas termelétricas e aprimorar critérios de intercâmbio entre regiões.
No eixo de atendimento à carga mínima, a agenda contempla ações como a definição de diretrizes para exportação de excedentes energéticos, a manutenção do hidrograma vigente da UHE Belo Monte, a antecipação de obras de derrocamento no Canal de Nova Avanhandava e a avaliação de despacho energético antecipado de termelétricas e importação de energia. Há ainda previsão de aprimoramento na gestão de excedentes na rede de distribuição.
Já no campo da segurança e confiabilidade, o plano inclui testes simulados em usinas termelétricas conectadas ao Gasoduto Brasil-Bolívia, ampliação da contribuição de grandes hidrelétricas nos períodos seco e úmido, aprimoramento das bases de dados elétricas e energéticas e apresentação de resultados de processos de fiscalização das usinas merchants e dos sistemas isolados da região Norte.
Governança e previsibilidade
A expectativa do CMSE é que a Agenda Estratégica Eletroenergética 2026 se consolide como instrumento central de governança do Sistema Elétrico Brasileiro (SEB), apoiando o colegiado na identificação de pontos críticos, na priorização de medidas preventivas e no acompanhamento contínuo das condições de atendimento. Ao sistematizar as ações ao longo dos quatro trimestres do ano, o documento também reforça a previsibilidade regulatória e operacional, permitindo maior alinhamento entre agentes públicos e privados.
Por Pedro Cavalcanti/Notícias DataPolicy (Fonte: MME).
