Meio ambiente
Natureza começa a entrar na avaliação financeira das empresas
Natureza começa a entrar na avaliação financeira das empresas
A relação entre natureza e valor financeiro começa a ganhar espaço nas decisões empresariais. Um levantamento publicado pela Taskforce on Nature-related Financial Disclosures (TNFD), em parceria com a Universidade de Oxford e a Global Canopy, reuniu mais de 600 evidências de 360 fontes e identificou impactos financeiros associados a riscos relacionados à natureza. Entre eles estão efeitos sobre fluxos de caixa, custo de capital e acesso a financiamento. (...)
Nova regulamentação dos bioinsumos pode simplificar registros e ampliar segurança ambiental no setor
Nova regulamentação dos bioinsumos pode simplificar registros e ampliar segurança ambiental no setor
O governo propõe novas regras para regulamentar a produção e o uso de bioinsumos no Brasil. A minuta de decreto, elaborada para regulamentar a Lei nº 15.070/2024 e a Lei nº 14.515/2022, estabelece critérios para registro, comercialização, fiscalização, pesquisa e produção para uso próprio. A proposta ainda não é uma regulamentação definitiva. A consulta pública para recebimento de contribuições se encerrou em 9 de fevereiro deste ano, mas, até o fechamento desta edição, o MAPA não havia se manifestado sobre o encaminhamento do texto à (...)
Fomento público à bioeconomia cresce, mas a complexidade de acesso é o novo gargalo competitivo
Fomento público à bioeconomia cresce, mas a complexidade de acesso é o novo gargalo competitivo
O Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia, lançado em abril de 2026 com horizonte até 2035, mapeou 70 canais de financiamento que movimentaram cerca de R$ 238 bilhões em 2024. O número sugere abundância de capital. A restrição real ao crescimento da bioeconomia brasileira não é mais a escassez de recursos públicos, e sim a incapacidade de boa parte das empresas de estruturar projetos que atendam aos critérios técnicos, jurídicos e socioambientais do Fundo Amazônia, do Fundo Clima, da Finep e do Eco Invest Brasil. (...)
Clima, bioeconomia e economia circular marcaram agenda da Comissão de Meio Ambiente do Senado no primeiro semestre de 2026
Clima, bioeconomia e economia circular marcaram agenda da Comissão de Meio Ambiente do Senado no primeiro semestre de 2026
A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado Federal encerrou o primeiro semestre legislativo de 2026 com uma agenda concentrada na construção de políticas públicas voltadas à conservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável. Em um período de poucas reuniões deliberativas, mas com uma pauta abrangente, o colegiado priorizou projetos relacionados à recuperação de biomas, economia circular, agricultura sustentável, bioeconomia, proteção animal e aperfeiçoamento dos instrumentos de gestão ambiental. (...)
Bioeconomia começa a deixar o discurso e entra na estrutura de acesso a capital no Brasil
Bioeconomia começa a deixar o discurso e entra na estrutura de acesso a capital no Brasil

O PNDBio converte biodiversidade em variável de capex e acesso a crédito para o setor produtivo brasileiro. O Brasil responde por 18% do mercado mundial de bioinsumos, detém entre 15% e 20% da biodiversidade do planeta e concentra metade de toda a movimentação financeira desse segmento na América Latina.¹ Esse desempenho no agronegócio, com faturamento […]

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Financiamento climático e bioeconomia: mecanismos nacionais e internacionais impulsionam projetos de baixo carbono
Financiamento climático e bioeconomia: mecanismos nacionais e internacionais impulsionam projetos de baixo carbono
O financiamento climático e a bioeconomia vêm ganhando espaço nas agendas de governos, instituições financeiras e empresas em todo o mundo. O aumento da demanda por investimentos sustentáveis, aliado aos compromissos assumidos por diversos países para redução das emissões de gases de efeito estufa, tem impulsionado a criação de mecanismos voltados ao financiamento de projetos de baixo carbono, conservação ambiental e desenvolvimento sustentável. (...)
Acordo Setorial de Embalagens: uma década de avanços reais e o próximo degrau regulatório
Acordo Setorial de Embalagens: uma década de avanços reais e o próximo degrau regulatório
Em novembro de 2015, vinte associações setoriais representando fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de embalagens assinaram com o Ministério do Meio Ambiente o Acordo Setorial para Implantação do Sistema de Logística Reversa de Embalagens em Geral. O instrumento estabeleceu metas de recuperação da fração seca dos resíduos sólidos urbanos com prazo definido e responsabilidades distribuídas ao longo de toda a cadeia produtiva. Uma década depois, o que os registros do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir) documentam não é um (...)
Biodiversidade como ativo: o que o mercado regulado muda para quem tem terra preservada
Biodiversidade como ativo: o que o mercado regulado muda para quem tem terra preservada
O Brasil abriga entre 10% e 20% das espécies conhecidas do planeta, de acordo com estimativas do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o que o consolida como o país de maior biodiversidade terrestre do mundo. Segundo o painel do CNUC (Cadastro Nacional de Unidades de Conservação), consultado em junho de 2026, o país conta com 3.421 unidades de conservação, cobrindo 164,7 milhões de hectares de área continental protegida, o equivalente a 19,35% do território nacional. O dado não desconta sobreposições entre unidades, (...)
Câmara aprova mudanças no Código Florestal e proposta avança para análise do Senado
Câmara aprova mudanças no Código Florestal e proposta avança para análise do Senado
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (19) o envio ao Senado Federal do Projeto de Lei 364/2019, proposta que altera critérios de regularização ambiental previstos no Código Florestal e estende suas regras a diferentes biomas brasileiros, incluindo áreas atualmente protegidas por legislações específicas, como a Lei da Mata Atlântica. A decisão ocorreu após o Plenário rejeitar um recurso apresentado por parlamentares da oposição que buscavam levar o texto para votação direta em plenário antes do encaminhamento ao Senado. (...)
Créditos de Biodiversidade: O surgimento de um novo mercado regulado e o impacto no valuation
Créditos de Biodiversidade: O surgimento de um novo mercado regulado e o impacto no valuation
O mercado de créditos de biodiversidade já deixou de ser um tema periférico na agenda ambiental para ocupar posição crescente na lógica de alocação de capital e avaliação de ativos. Inserido em um contexto global de pressão por métricas ESG mais robustas, esse mercado avança no Brasil apoiado por um arcabouço jurídico que, embora não tenha sido desenhado exclusivamente para esse fim, cria as condições necessárias para sua estruturação. A partir dessa base, ativos ambientais passam a ser incorporados de forma mais sistemática ao valuation, (...)
O despertar do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE): Do custo à estratégia de antecipação
O despertar do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE): Do custo à estratégia de antecipação
A sanção da Lei 15.042, em dezembro de 2024, marcou o início de uma nova era para a economia brasileira. Com a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), o mercado de carbono regulado deixou de ser um debate acadêmico ou uma agenda exclusiva de ONGs para se tornar uma variável econômica concreta. O carbono agora tem preço. Para os setores intensivos em emissões — como cimento, aço, alumínio, papel e celulose, e setor químico — a regulação (...)
Encerramento da COP15 reforça cooperação global e papel do multilateralismo na proteção ambiental
Encerramento da COP15 reforça cooperação global e papel do multilateralismo na proteção ambiental
O discurso de encerramento da COP15, realizado pelo secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, em 29 de março, domingo, destacou a importância da cooperação internacional e do multilateralismo como pilares para a conservação das espécies migratórias. A fala marcou o fim da conferência, realizada em Campo Grande (MS), e sinalizou as diretrizes que devem orientar a atuação dos países nos próximos anos. (...)

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