Comissão de Minas e Energia Realiza Audiência Pública sobre o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2034)

Comissão de Minas e Energia Realiza Audiência Pública sobre o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2034)
Deputado Federal General Pazuello PL-RJ. Créditos: Câmara dos Deputados.

No dia 30 de setembro de 2025, a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados promoveu uma audiência pública para discutir o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2034, com foco na atualização das diretrizes e projeções para o setor elétrico brasileiro até 2034. O evento reuniu diversos especialistas e representantes de associações do setor, que apresentaram suas opiniões sobre os desafios e as soluções para a transição energética no Brasil.

A audiência teve como destaque a projeção de investimentos no setor elétrico, que ultrapassam os 3,2 trilhões de reais. O PDE 2034 prevê uma matriz energética 85% renovável, com ênfase em fontes como solar, eólica, hidroeletricidade e biocombustíveis. Durante os debates, a flexibilidade do sistema elétrico e o armazenamento de energia se mostraram como questões centrais, dadas as características intermitentes de fontes como a solar e a eólica.

A energia nuclear também foi mencionada como um componente necessário para a estabilidade do sistema, enquanto as hidrelétricas e a repotenciação de usinas se destacaram como soluções de baixo custo e impacto ambiental.

Além disso, a microgeração distribuída (MMGD) foi outro ponto de destaque, com o crescimento da geração distribuída, principalmente solar, já representando 5,6% da capacidade total de geração de energia do país. Especialistas alertaram para a necessidade de aprimorar o planejamento e a regulação da MMGD, dada sua rápida expansão.

A questão do curtailment, ou o corte da geração de energia excedente, também foi discutida, sendo apontada como um desafio crescente para a operação do sistema elétrico. A audiência também abordou a importância de modernizar a infraestrutura do setor, como linhas de transmissão e subestações, para atender à demanda crescente e garantir a segurança energética do país.

Discussões sobre o licenciamento ambiental de novas usinas hidrelétricas e a expansão de projetos de armazenamento de energia para lidar com a intermitência das renováveis foram levantadas. Com o consenso de que o Brasil precisa de um plano de longo prazo que concilie o desenvolvimento econômico com as necessidades ambientais e de confiabilidade do sistema, a modernização da infraestrutura do setor também se mostrou essencial.

Embora o PDE 2034 tenha sido reconhecido por sua visão abrangente, diversas vozes durante a audiência indicaram que ajustes nas projeções e no aproveitamento de tecnologias emergentes, como o biometano, ainda são necessários. A discussão deixou claro que, diante da evolução constante do setor e das incertezas econômicas e ambientais, o planejamento do sistema elétrico brasileiro precisa ser constantemente revisto e adaptado para garantir um futuro energético mais sustentável e resiliente.

Redação: Pedro Cavalcanti/ Notícias DataPolicy.

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