Empreendimentos distribuídos por 11 estados devem gerar mais de 8 mil empregos.
O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizaram na última sexta-feira (27/3), na sede da B3 em São Paulo, o Leilão de Transmissão nº 1/2026. O certame, que integra o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), ofertou cinco lotes de empreendimentos de transmissão de energia elétrica, incluindo novas linhas e seccionamentos, com investimentos totais de R$ 3,3 bilhões.
Distribuição geográfica e destaques
Os empreendimentos leiloados estão distribuídos por 11 estados: Pará, Mato Grosso, Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. No total, os lotes somam 798 km de linhas de transmissão e adicionarão 2.150 MVA à capacidade de transformação do sistema elétrico brasileiro.
Dois lotes concentraram os maiores aportes. O Lote 3, que abrange Rio Grande do Norte e Ceará, recebeu investimento superior a R$ 1 bilhão, destinado à implantação de compensações síncronas em subestações de 500 kV. Já o Lote 5, integrando Mato Grosso e Pará, prevê a construção de mais de 500 km de novas linhas de transmissão em 230 kV, também com investimentos da ordem de R$ 1 bilhão.
Deságio e economia para o consumidor
O leilão registrou deságio médio de 50,69% em relação à Receita Anual Permitida (RAP). As propostas vencedoras representam uma economia de R$ 7,6 bilhões ao longo de todo o período das concessões.
Posicionamento do governo federal
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, celebrou o resultado e conectou o certame à estratégia de expansão das fontes renováveis. “Com o aumento da demanda, especialmente em setores como data centers, a realização deste certame reforça os esforços para fortalecer as linhas de transmissão, assegurando o pleno funcionamento do Sistema Interligado Nacional e o fornecimento de energia de qualidade para a população brasileira”, afirmou.
A secretária substituta de Transição Energética e Planejamento do MME, Lorena Perim, que representou a pasta na B3, destacou a solidez do ambiente regulatório brasileiro. “O Brasil tem se destacado por proporcionar um ambiente regulatório sólido, previsível e favorável ao investimento privado. O trabalho conduzido pelo MME nos leilões mantém o foco no planejamento de longo prazo e na transparência dos processos”, disse.
Como isso impacta o setor de energia
O Leilão de Transmissão nº 01/2026 representa um marco relevante para a infraestrutura elétrica nacional. Com investimentos estimados em R$ 3,3 bilhões e a adição de 798 km de novas linhas de transmissão, o certame amplia a capacidade de escoamento de energia em 11 estados brasileiros, incluindo Bahia, Ceará, Mato Grosso e Pará. A expansão das subestações — que adicionará entre 2.150 MVA e 4.350 MVA em capacidade de transformação, conforme diferentes fontes do governo — fortalece o sistema em áreas de carga e melhora o escoamento de energia renovável, especialmente na região Nordeste.
O deságio médio de 50,69% obtido no leilão traduz-se em economia estimada de R$ 7,6 bilhões para os consumidores ao longo da vigência dos contratos. O resultado evidencia a eficiência do modelo de licitação na redução de custos tarifários e reforça a atratividade do setor de transmissão brasileiro para grandes investidores.
A expectativa é de geração de 8.498 a 12.000 empregos diretos e indiretos durante as fases de implantação dos empreendimentos.Os cinco lotes ofertados — com destaque para intervenções em linhas de 500 kV e 230 kV — têm prazos de conclusão que variam de 42 a 60 meses. O cronograma posiciona o leilão como parte da estratégia federal de expansão da rede básica para suportar o crescimento da demanda energética no país, fortalecendo a segurança do Sistema Interligado Nacional a médio prazo.
Por Letícia Medina/Notícias DataPolicy (com informações do Ministério de Minas e Energia).
