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A constitucionalização da responsabilidade fiscal: o novo equilíbrio entre Congresso, Executivo e Judiciário
autor convidado
A constitucionalização da responsabilidade fiscal: o novo equilíbrio entre Congresso, Executivo e Judiciário
Em junho de 2026, a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado Federal, divulgou o Relatório de Acompanhamento Fiscal nº 113 (RAF 113). O diagnóstico é direto. A dívida bruta do governo geral (União, estados, Distrito Federal e municípios, excluídas as empresas estatais), hoje em 80,1% do Produto Interno Bruto (PIB), pode alcançar 115% do PIB em 2036 caso nenhum ajuste estrutural seja realizado. Para estabilizar essa trajetória, o Brasil precisaria produzir um superávit primário de 2,1% do PIB ao ano, resultado que, mesmo (...)
Clima, bioeconomia e economia circular marcaram agenda da Comissão de Meio Ambiente do Senado no primeiro semestre de 2026
Clima, bioeconomia e economia circular marcaram agenda da Comissão de Meio Ambiente do Senado no primeiro semestre de 2026
A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado Federal encerrou o primeiro semestre legislativo de 2026 com uma agenda concentrada na construção de políticas públicas voltadas à conservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável. Em um período de poucas reuniões deliberativas, mas com uma pauta abrangente, o colegiado priorizou projetos relacionados à recuperação de biomas, economia circular, agricultura sustentável, bioeconomia, proteção animal e aperfeiçoamento dos instrumentos de gestão ambiental. (...)
CI adia votação da Política Nacional de Minerais Críticos após debate sobre soberania e industrialização
CI adia votação da Política Nacional de Minerais Críticos após debate sobre soberania e industrialização
Na reunião deliberativa realizada em 14 de julho, a Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado concentrou seus trabalhos na análise do Projeto de Lei nº 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Considerada uma das principais matérias da pauta, a proposta mobilizou um amplo debate entre os senadores sobre soberania nacional, agregação de valor à produção mineral, desenvolvimento tecnológico e segurança jurídica para investimentos no setor. (...)
Regulamentação da geração offshore ainda depende da atuação coordenada entre órgãos federais
Regulamentação da geração offshore ainda depende da atuação coordenada entre órgãos federais
A regulamentação da geração de energia elétrica offshore no Brasil avança com a consolidação do marco legal estabelecido pela Lei nº 15.097/2025, mas a implantação dos primeiros projetos comerciais ainda depende da conclusão de normas complementares e da atuação coordenada de diferentes órgãos federais. O tema voltou ao centro do debate após apresentação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) à Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado Federal, em junho deste ano, detalhando as competências dos órgãos e o estágio (...)
Regulação em construção: inteligência artificial, infraestrutura digital e a participação privada no processo normativo brasileiro
autor convidado
Regulação em construção: inteligência artificial, infraestrutura digital e a participação privada no processo normativo brasileiro
Em menos de dois anos, o Brasil aprovou no Senado Federal um marco legal de inteligência artificial, deixou expirar uma medida provisória que desonera data centers e lançou um programa de sandbox regulatório. O Estado brasileiro avança, mas sem uma agenda regulatória unificada. Para o setor corporativo, essa movimentação descoordenada configura tanto uma oportunidade real quanto um risco concreto. (...)
Embrapa e biotecnologia: o que a instituição pode entregar sem depender do Estado
Embrapa e biotecnologia: o que a instituição pode entregar sem depender do Estado
A Embrapa não é a instituição acadêmica desconectada do mercado que parte do setor privado imagina. Em 2025, 78,8% da programação de pesquisa, desenvolvimento e inovação da empresa foram financiados por captação externa, não por recursos diretos do Tesouro Nacional. Esse dado, confirmado pela própria instituição em julho de 2026, reposiciona o debate sobre o papel da Embrapa no agronegócio brasileiro. (...)
Bioeconomia começa a deixar o discurso e entra na estrutura de acesso a capital no Brasil
Bioeconomia começa a deixar o discurso e entra na estrutura de acesso a capital no Brasil

O PNDBio converte biodiversidade em variável de capex e acesso a crédito para o setor produtivo brasileiro. O Brasil responde por 18% do mercado mundial de bioinsumos, detém entre 15% e 20% da biodiversidade do planeta e concentra metade de toda a movimentação financeira desse segmento na América Latina.¹ Esse desempenho no agronegócio, com faturamento […]

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Comissão de Infraestrutura concentrou debates em energia, logística e fortalecimento das agências reguladoras em junho
Comissão de Infraestrutura concentrou debates em energia, logística e fortalecimento das agências reguladoras em junho
A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado Federal concentrou, ao longo do mês de junho, uma agenda voltada ao fortalecimento institucional da infraestrutura brasileira. Entre audiências públicas e reuniões deliberativas, os senadores debateram temas estratégicos para os setores de energia, transportes, logística e regulação, com destaque para a autonomia das agências reguladoras, a regulamentação da energia offshore e a modernização das concessões rodoviárias. (...)
Regulamentação da Lei dos Defensivos expõe divergências entre órgãos e mantém incertezas sobre o novo marco regulatório
Regulamentação da Lei dos Defensivos expõe divergências entre órgãos e mantém incertezas sobre o novo marco regulatório
Audiência pública realizada em 1º de julho na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado reuniu representantes do MAPA, Anvisa, Ibama, CNA e CNI para discutir a aplicação da Lei nº 14.785/2023. O debate evidenciou consenso sobre a necessidade de regulamentação da norma, mas revelou divergências quanto às competências dos órgãos e aos critérios que deverão orientar a implementação do novo marco dos defensivos agrícolas. (...)
CRA aprova regularização ambiental e exportação de subprodutos, mas não resolve endividamento rural
CRA aprova regularização ambiental e exportação de subprodutos, mas não resolve endividamento rural
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal realizou três reuniões ao longo do mês de junho, das quatro previstas, após o cancelamento de uma das sessões. Do total de encontros, dois tiveram caráter administrativo, voltados à apreciação de indicações de emendas à Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, enquanto apenas uma reunião foi deliberativa, marcada pela aprovação de projetos para o setor agropecuário e por debates sobre o endividamento dos produtores rurais e a regularização ambiental. (...)
Regime de preços da CMED e o custo invisível do atraso farmacêutico no Brasil
Regime de preços da CMED e o custo invisível do atraso farmacêutico no Brasil
É recorrente entre fabricantes globais o relato de que o Brasil figura entre os últimos mercados relevantes a receber novos produtos farmacêuticos, não por barreiras sanitárias, mas por incerteza de retorno dado o regime de precificação da CMED. Esse atraso não se explica pelos prazos de registro da Anvisa, que reduziu consistentemente seus tempos de análise para produtos prioritários. A variável determinante é outra: o retorno esperado dado o teto de preço que a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos imporá ao produto. (...)
O orçamento das agências reguladoras como variável de risco para investimentos em infraestrutura
O orçamento das agências reguladoras como variável de risco para investimentos em infraestrutura
Há uma tensão legítima no centro do debate sobre o orçamento das agências reguladoras. De um lado, a LRF exige que o executivo disponha de mecanismos de ajuste quando as receitas frustram as projeções. De outro, agências reguladoras ocupam uma posição institucional específica: seus orçamentos sustentam contratos de concessão de longo prazo cujas condições de risco são sensíveis à capacidade de fiscalização do regulador. (...)

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