Plataforma reúne dados de 19 institutos registrados no TSE, com critérios documentados de inclusão, exclusão e deduplicação, e cobre todas as 27 unidades federativas.
A DataPolicy lançou nesta sexta-feira, 12 de junho de 2026, o Agregador de Pesquisas Eleitorais 2026, disponível em noticias.datapolicy.co. A ferramenta consolida pesquisas presidenciais nacionais registradas no TSE entre janeiro e junho de 2026, com dados verificados em fontes primárias: relatórios dos institutos, registros do Tribunal e divulgações oficiais. O agregador cobre dois escopos distintos: pesquisas nacionais, com gráficos de primeiro turno estimulado, segundo turno e espontânea, e pesquisas estaduais, organizadas no capítulo Presidente por Estado.
Cobertura e base de dados
Os gráficos nacionais incorporam 69 pesquisas de 1º turno estimulado de 19 institutos, 32 de 2º turno (Flávio × Lula) de 13 institutos e 21 de espontânea de 14 institutos. O capítulo estadual cobre todas as 27 unidades federativas, com pesquisas de 15 institutos distintos. Os valores entre estados não devem ser comparados diretamente, pois refletem datas de campo e metodologias diferentes.
Critérios de inclusão, exclusão e deduplicação
Apenas pesquisas registradas no TSE entram nos gráficos e médias. Três registros foram excluídos: a pesquisa BR-06939/2026 (AtlasIntel), suspensa por liminar do TSE em 8 de junho; e os registros BR-00878/2026 e BR-03778/2026 (Paraná Pesquisas), que testavam cenários hipotéticos sem Lula. Quando um protocolo testa múltiplos cenários, o agregador seleciona o mais representativo, priorizando o cenário “Todas – Voto Estimulado”, garantindo que cada instituto apareça uma única vez por data de campo. As médias são simples, não ponderadas por amostra ou recência.
Marcos políticos assinalados
Os gráficos registram dois eventos do caso Banco Master: a publicação dos áudios de Daniel Vorcaro em 13 de maio e a revelação, pelo Intercept Brasil em 9 de junho, de planilha e comprovante ligando Vorcaro ao financiamento do instituto Dark Horse.
Limitações e camada analítica avançada
Médias simples não corrigem house effects, de modo que institutos com viés sistemático pesam igualmente na consolidação. Para estimativas corrigidas e modelo preditivo baseado em filtro de Kalman e simulação de Monte Carlo, o DataPolicy PRO disponibiliza o Relatório de Eleições 2026.
Como isso impacta o setor de relações governamentais e estratégia institucional
Para empresas com agendas no Congresso Nacional ou no Executivo federal, o ciclo eleitoral de 2026 comprime progressivamente a janela de atenção legislativa a partir do segundo semestre. Um mapa eleitoral consolidado e auditado é insumo direto para definir quais pautas regulatórias devem ser priorizadas antes da paralisia eleitoral e quais precisam ser estruturadas para o próximo ciclo de governo.
Para áreas de inteligência e planejamento estratégico, a combinação entre o agregador e o Relatório de Eleições 2026 oferece dois níveis de análise: o descritivo, com tendências verificáveis de intenção de voto, e o preditivo, com modelagem probabilística de cenários. A composição do Executivo e do Congresso eleitos em outubro definirá o ambiente regulatório e fiscal do país por pelo menos quatro anos, tornando esse monitoramento uma decisão de governança, não de curiosidade política.
Por Letícia Medina/Notícias DataPolicy.
