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Patentes de sementes elevam custo de produção rural e reduzem margem do produtor
Patentes de sementes elevam custo de produção rural e reduzem margem do produtor
Argumenta-se aqui que a remuneração pela tecnologia das sementes transgênicas deixou de ser item negociável do custo de produção, tornando-se encargo quase fixo e cada vez menos negociável pelo produtor. O Brasil opera um regime híbrido de proteção intelectual sobre sementes: a Lei de Cultivares garante ao agricultor a exceção do uso próprio. Na leitura aqui sustentada, contudo, contratos de adesão tecnológica neutralizam essa exceção na prática. A Lei de Propriedade Industrial veda o patenteamento de seres vivos e de cultivares como um todo. Por (...)
O tempo da política e o tempo da regulação: o que o Veto 42/2025 revela sobre o setor elétrico
autor convidado
O tempo da política e o tempo da regulação: o que o Veto 42/2025 revela sobre o setor elétrico
O debate em torno do Veto 42/2025 vai além da definição de quem deve suportar os custos do curtailment, isto é, da redução compulsória da geração eólica e solar determinada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) diante de restrições operacionais do Sistema Interligado Nacional (SIN). Em perspectiva mais ampla, porém, o caso suscita uma questão institucional: como o Estado deve atuar quando a velocidade das transformações econômicas supera o ritmo de produção das normas legislativas? (...)
Fair Share na internet: entre o financiamento de redes e a neutralidade digital
Fair Share na internet: entre o financiamento de redes e a neutralidade digital
O crescimento do consumo de dados, impulsionado pela expansão de serviços de streaming, computação em nuvem, inteligência artificial, jogos online e novas aplicações digitais, ampliou a discussão internacional sobre como deve ser financiada a infraestrutura que sustenta o funcionamento da internet. (...)
Marco Legal das Ferrovias: O impacto na competitividade do Brasil
Marco Legal das Ferrovias: O impacto na competitividade do Brasil
As ferrovias ocuparam posição estratégica na formação da infraestrutura brasileira desde o século XIX, quando os primeiros trechos foram construídos para conectar áreas produtoras de café aos portos de exportação. Ao longo das décadas, o setor passou por períodos de expansão, centralização estatal, concessões à iniciativa privada e mudanças regulatórias. Atualmente, a Lei nº 14.273/2021, conhecida como Lei das Ferrovias, estabelece regras para a organização e a expansão do transporte ferroviário e busca ampliar os investimentos, a integração da malha e a participação do modal (...)
Senado debate regras para data centers de IA e impactos sobre energia, água e comunidades
Senado debate regras para data centers de IA e impactos sobre energia, água e comunidades
Nesta terça-feira, 4 de agosto, o Senado Federal debateu a regulamentação dos data centers voltados à inteligência artificial durante audiência pública da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT). O encontro teve como objetivo instruir o Projeto de Lei nº 3.018/2024 e reuniu representantes de organizações da sociedade civil, especialistas em tecnologia e uma liderança indígena para discutir os impactos energéticos, ambientais, econômicos e sociais da expansão dessas infraestruturas. (...)
Mercado Livre e autoprodução: a transformação do setor elétrico no Brasil
Mercado Livre e autoprodução: a transformação do setor elétrico no Brasil
O setor elétrico brasileiro passa por um processo contínuo de transformação impulsionado pela expansão das fontes renováveis, pelo avanço tecnológico e pela busca dos consumidores por maior previsibilidade e competitividade nos custos de energia. Nesse cenário, a autoprodução de energia e o crescimento do mercado livre assumem papel estratégico para compreender as mudanças estruturais pelas quais passa o sistema elétrico nacional. (...)
RegTech não substitui o jurídico: ela redistribui onde está o risco de compliance
RegTech não substitui o jurídico: ela redistribui onde está o risco de compliance
O volume de normas que incide sobre setores regulados no Brasil cresceu além da capacidade de leitura manual de qualquer time jurídico interno. Isso não é um problema de tecnologia. É um problema de capacidade operacional de compliance. Usar inteligência artificial para ler, triar e resumir normas regulatórias já não é diferencial competitivo. É condição básica para acompanhar o ritmo regulatório. Mas o valor dessa adoção depende de uma escolha específica: onde a empresa coloca a linha entre triagem automatizada e decisão jurídica. (...)
Fomento público à bioeconomia cresce, mas a complexidade de acesso é o novo gargalo competitivo
Fomento público à bioeconomia cresce, mas a complexidade de acesso é o novo gargalo competitivo
O Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia, lançado em abril de 2026 com horizonte até 2035, mapeou 70 canais de financiamento que movimentaram cerca de R$ 238 bilhões em 2024. O número sugere abundância de capital. A restrição real ao crescimento da bioeconomia brasileira não é mais a escassez de recursos públicos, e sim a incapacidade de boa parte das empresas de estruturar projetos que atendam aos critérios técnicos, jurídicos e socioambientais do Fundo Amazônia, do Fundo Clima, da Finep e do Eco Invest Brasil. (...)
Reequilíbrio econômico-financeiro em concessões de infraestrutura: da previsão legal à imprevisibilidade prática
Reequilíbrio econômico-financeiro em concessões de infraestrutura: da previsão legal à imprevisibilidade prática
Reequilíbrio econômico-financeiro deveria ser cláusula de rotina, não campo de batalha. Na prática brasileira, tornou-se um dos pontos de maior insegurança jurídica em contratos de concessão de longo prazo, justamente por concentrar decisões que combinam direito administrativo, matemática financeira e política institucional. (...)
Após aprovação da UE em junho, vantagem regulatória do Brasil em edição gênica perde força
Após aprovação da UE em junho, vantagem regulatória do Brasil em edição gênica perde força
O Brasil construiu, ao longo da última década, uma vantagem regulatória discreta mas relevante: tratar produtos de edição gênica como potencialmente não transgênicos, com avaliação caso a caso mais ágil do que a exigida para organismos geneticamente modificados clássicos. Essa vantagem acaba de perder parte de sua sustentação estrutural. (...)
Mercados digitais, defesa da concorrência e implicações estratégicas: uma análise do PL 4.675/2025
autor convidado
Mercados digitais, defesa da concorrência e implicações estratégicas: uma análise do PL 4.675/2025
O projeto de lei que acrescenta a proteção à concorrência nos mercados digitais entre as atribuições do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) atingiu estágio avançado de tramitação na Câmara dos Deputados. Com parecer preliminar e substitutivo apresentados pelo relator, deputado Aliel Machado (PV-PR), o PL 4675/2025 foi encaminhado ao Plenário em condições regimentais de votação, mas não chegou a ser apreciado antes do início do recesso parlamentar, iniciado em 18 de julho. (...)
A constitucionalização da responsabilidade fiscal: o novo equilíbrio entre Congresso, Executivo e Judiciário
autor convidado
A constitucionalização da responsabilidade fiscal: o novo equilíbrio entre Congresso, Executivo e Judiciário
Em junho de 2026, a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado Federal, divulgou o Relatório de Acompanhamento Fiscal nº 113 (RAF 113). O diagnóstico é direto. A dívida bruta do governo geral (União, estados, Distrito Federal e municípios, excluídas as empresas estatais), hoje em 80,1% do Produto Interno Bruto (PIB), pode alcançar 115% do PIB em 2036 caso nenhum ajuste estrutural seja realizado. Para estabilizar essa trajetória, o Brasil precisaria produzir um superávit primário de 2,1% do PIB ao ano, resultado que, mesmo (...)

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