Programas de Lula e Flávio detalham medidas para digitalizar o SUS e ampliar o atendimento especializado

Imagem meramente ilustrativa. Créditos da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Propostas incluem mudanças na regulação de consultas, prontuários eletrônicos, remuneração dos serviços, prevenção e assistência à população idosa.

Os programas de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apresentam medidas para ampliar o acesso à saúde e modernizar o Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os temas abordados estão a atenção básica, a redução das filas, a integração de dados clínicos, o financiamento dos serviços e a participação da rede privada na oferta de atendimentos.

Na atenção básica, Lula propõe ampliar e qualificar as equipes multiprofissionais de Saúde da Família e dar continuidade ao Mais Médicos. Para a atenção especializada, prevê a continuidade do programa Agora Tem Especialistas, com atendimento em terceiro turno, unidades móveis, mutirões e parcerias com hospitais privados. O plano também contempla a ampliação da oferta de exames e procedimentos diagnósticos, além da modernização de equipamentos hospitalares.

Flávio propõe ampliar a Estratégia Saúde da Família, corrigir a tabela de remuneração do SUS e contratar serviços privados para realizar exames em horários ociosos. O programa também prevê a modernização dos hospitais universitários federais, administrados no âmbito da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), e a ampliação da telessaúde para facilitar o acesso a profissionais e serviços especializados.

Inteligência artificial e prontuários eletrônicos

Os dois programas incluem recursos digitais na organização do atendimento. Lula propõe integrar informações clínicas por meio da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e utilizar inteligência artificial na triagem, na identificação de casos graves e na regulação de consultas e exames conforme o risco clínico. O plano também prevê expandir teleconsultas, teleorientação e outros serviços digitais na atenção primária.

Flávio propõe digitalizar o SUS, integrar os registros de pacientes e utilizar inteligência artificial para agilizar agendamentos e apoiar ações preventivas. A ampliação da telessaúde e o uso de aplicativos também integram as medidas previstas para facilitar o contato entre pacientes e profissionais. A proposta de digitalização busca reunir informações clínicas e facilitar o acesso aos serviços de saúde.

Prevenção e assistência farmacêutica

Na prevenção, Lula prevê fortalecer as campanhas de vacinação, ampliar a capacidade de diagnóstico e dar continuidade ao Farmácia Popular. O programa também contempla medidas para ampliar o acesso a medicamentos e fortalecer a assistência na atenção básica.

Flávio propõe ampliar exames preventivos, fortalecer a imunização, incentivar a produção nacional de vacinas e facilitar a entrega domiciliar de medicamentos, especialmente para idosos, pessoas com deficiência e pacientes com doenças crônicas. O programa também inclui o uso de tecnologias para identificar riscos e favorecer o diagnóstico precoce.

Saúde mental e envelhecimento

O cuidado à população idosa aparece nos dois planos. Lula prevê ampliar a assistência domiciliar, os centros de convivência e o atendimento em instituições de longa permanência para idosos. Flávio propõe expandir a rede de cuidado, incluindo centros diurnos, atendimento domiciliar e adaptações de acessibilidade nas residências por meio da iniciativa Casa Segura para Envelhecer.

Na saúde mental, o programa de Flávio menciona ações de prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento de condições como depressão, ansiedade, TDAH e Alzheimer.

As propostas apresentam diferentes instrumentos para enfrentar desafios do SUS. Lula enfatiza a ampliação de programas de atendimento especializado, a integração de dados clínicos e a regulação de filas por critérios de risco. Flávio destaca a revisão da remuneração dos serviços, a digitalização do sistema e a contratação complementar da rede privada. A implementação das medidas dependerá da regulamentação, da capacidade operacional e dos recursos destinados ao setor.

Por P.C. / Notícias Datapolicy

Créditos da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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