Consolidação por instituto e cenário busca dar mais transparência ao acompanhamento da corrida presidencial ao longo do ciclo eleitoral
A DataPolicy atualizou, nesta quinta-feira (13/8), o Agregador de Pesquisas Eleitorais 2026, que reúne e consolida as pesquisas presidenciais nacionais registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A nova versão traz base de dados até 9 de agosto de 2026 e pode ser acessada em Notícias DataPolicy.
A ferramenta foi lançada em 12 de junho de 2026 como resposta à dispersão de dados eleitorais entre dezenas de institutos, com metodologias e datas de campo distintas. A proposta da DataPolicy é organizar esse volume em um painel único, com médias simples por cenário, filtros por instituto e regras claras de inclusão e exclusão de pesquisas — como a exigência de registro válido no TSE e a ausência de contestação judicial sobre o levantamento.
Desde o lançamento, a ferramenta já incorporou marcos da conjuntura política ao seu recorte temporal, entre eles os dois eventos do caso Banco Master citados na própria metodologia: a divulgação dos áudios de Daniel Vorcaro, em maio, e a revelação, pelo Intercept Brasil, de material relacionando Vorcaro ao financiamento de um instituto de pesquisa, em junho.
Com 99 pesquisas de 31 institutos compondo a média do primeiro turno entre janeiro e agosto de 2026, o painel indica:
Lula (PT): média de 40,1% no 1º turno estimulado;
Flávio Bolsonaro (PL): média de 34,1% no 1º turno estimulado.
O agregador também consolida o cenário de segundo turno entre os dois nomes — com 61 pesquisas de 24 institutos — e a intenção de voto espontânea, com 38 pesquisas de cinco institutos. Um painel complementar detalha a intenção de voto por estado, cobrindo as 27 unidades da federação.
A DataPolicy mantém, na própria página, um bloco de metodologia que documenta os critérios de inclusão, os protocolos excluídos e os motivos de cada exclusão — prática que busca dar rastreabilidade a cada número exibido.
Como isso impacta o setor
A consolidação de dados públicos dispersos em um painel único, com metodologia auditável e atualização periódica, reduz o custo de acesso a informação eleitoral verificada para áreas de inteligência, comunicação e relações institucionais.
Para empresas e organizações que monitoram o cenário político-eleitoral, ferramentas desse tipo diminuem o risco de decisões baseadas em pesquisas isoladas ou sem registro no TSE, e servem de insumo padronizado para análises de cenário e planejamento estratégico ao longo do ciclo eleitoral de 2026.
Por Letícia Medina/Notícias DataPolicy.
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