A eleição de 2026 terá 54 cadeiras do Senado Federal em disputa, com duas vagas destinadas a cada uma das 27 unidades da Federação. O Panorama Eleitoral 2026, da DataPolicy, do início de setembro, reúne 411 pesquisas realizadas por 12 institutos para acompanhar a intenção de voto nos estados e mostra cenários distintos na composição das disputas.
Como cada eleitor poderá escolher até dois candidatos, os percentuais apresentados nas pesquisas não devem ser somados como se representassem uma única vaga. O próprio estudo, ressalta que, por essa característica, resultados superiores a 100% na soma das intenções são esperados.
Os dados também mostram diferenças na concentração das intenções de voto entre as unidades da Federação. No Rio Grande do Norte, por exemplo, Styvenson Valentim (Podemos) aparece com 45,1%, seguido por Zenaide Maia (PSD), com 27,1%, em pesquisa Exatus de 3 de setembro. Rafael Motta (PDT) registra 13,1%, enquanto Coronel Hélio (PL) aparece com 11,8%.
No Paraná, o levantamento do Índice, realizado em 4 de setembro, apresenta uma disputa mais distribuída entre os primeiros nomes. Alexandre Curi (Republicanos) aparece com 32,1%, Deltan Dallagnol (Novo) com 31,2%, Gleisi (PT) com 30,4% e Filipe Barros (PL) com 27,3%. Dr. Rosinha (PT) registra 17,2%.
Em Pernambuco, Marília Arraes (PDT) aparece com 29%, seguida por Mendonça Filho (PL), com 20%, e Humberto Costa (PT), com 19%, segundo levantamento do Real Time Big Data de 2 de setembro. Eduardo da Fonte (PP) tem 13% e Túlio Gadêlha (PSD), 12%.
Já em Minas Gerais, pesquisa Real Time Big Data de 26 de agosto registra Marília Campos (PT) com 24%, enquanto Carlos Viana (PSD) e Domingos Sávio (PL) aparecem com 13% cada. Marcelo Aro (PP) tem 12% e Áurea Carolina (PSOL), 9%.
No Pará, Helder (MDB) aparece com 36% em levantamento de 7 de setembro. Delegado Éder Mauro (PL) registra 17%, enquanto Zequinha Marinho (Podemos), Chicão (União) e Celso Sabino (PDT) aparecem com 12% cada.
Os exemplos mostram que as disputas estaduais apresentam configurações diferentes: há cenários com maior concentração das intenções nos primeiros nomes e outros nos quais vários candidatos aparecem próximos entre si. A leitura, contudo, deve considerar que as pesquisas foram realizadas em datas e por institutos diferentes, razão pela qual os percentuais de uma UF não devem ser comparados diretamente com os de outra.
Além dos resultados estaduais, o levantamento permite acompanhar uma eleição que renovará dois terços da composição do Senado. Com duas vagas em cada unidade da Federação, a disputa apresenta uma dinâmica própria e será definida a partir da combinação dos votos atribuídos pelos eleitores aos candidatos de cada estado.
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Por P.C. / Notícias DataPolicy.
Créditos da imagem: Lula Marques/Agência Brasil.Já conhece o DataPolicy PRO? O serviço oferece acompanhamento contínuo e especializado para o setores diversos, combinando monitoramento político-regulatório com relatórios especiais, análises sob demanda, briefing calls e mais. Apoiamos tomadores de decisão na leitura de cenários, antecipação de riscos e definição de estratégias regulatórias. Disponível em DataPolicy PRO.
