Incorporação tecnológica compulsória é o novo risco atuarial das operadoras de saúde
Incorporação tecnológica compulsória é o novo risco atuarial das operadoras de saúde
A sinistralidade do setor de saúde suplementar fechou 2025 em 81,7%, o menor índice desde 2020, segundo dados divulgados pela ANS em março de 2026. O lucro líquido agregado atingiu R$ 24,4 bilhões, equivalente a 6,2% da receita total de R$ 391,6 bilhões, com retorno sobre patrimônio líquido de 16,4%, patamar superior ao período pré-pandemia. À primeira leitura, o setor parece ter encontrado seu ponto de equilíbrio. À segunda, os próprios dados da ANS revelam que esse equilíbrio é altamente concentrado e construído sobre uma (...)
Biodiversidade como ativo: o que o mercado regulado muda para quem tem terra preservada
Biodiversidade como ativo: o que o mercado regulado muda para quem tem terra preservada
O Brasil abriga entre 10% e 20% das espécies conhecidas do planeta, de acordo com estimativas do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o que o consolida como o país de maior biodiversidade terrestre do mundo. Segundo o painel do CNUC (Cadastro Nacional de Unidades de Conservação), consultado em junho de 2026, o país conta com 3.421 unidades de conservação, cobrindo 164,7 milhões de hectares de área continental protegida, o equivalente a 19,35% do território nacional. O dado não desconta sobreposições entre unidades, (...)
Prorrogação de vigência de TUPs: a armadilha do critério vinculante mal instruído
Prorrogação de vigência de TUPs: a armadilha do critério vinculante mal instruído
Operadores de Terminais de Uso Privado que precisam prorrogar a vigência de suas autorizações enfrentam um processo com garantia legal, mas sem critérios objetivos de avaliação. A norma determina que a autorização será prorrogada quando mantida a atividade e comprovados os investimentos em expansão e modernização, mas não define parâmetros mensuráveis para essa comprovação. A decisão compete à Secretaria Nacional de Portos, não à ANTAQ, e exige requerimento com antecedência mínima de um ano. Quem chega ao processo sem documentação organizada e sem alinhamento prévio (...)
Compliance cibernético bancário ganha força com avanço da digitalização e novas exigências regulatórias
Compliance cibernético bancário ganha força com avanço da digitalização e novas exigências regulatórias
A crescente digitalização do sistema financeiro brasileiro tem levado bancos, cooperativas de crédito, fintechs e instituições de pagamento a ampliar investimentos em segurança digital e adequação regulatória. Em um cenário marcado pela expansão do Pix, pelo avanço do Open Finance e pelo aumento da circulação de dados financeiros em ambiente digital, o chamado compliance cibernético passou a ocupar posição central na estratégia das instituições financeiras. (...)
Secretário-executivo de Minas e Energia presta esclarecimentos sobre leilão de capacidade e expansão do sistema elétrico
Secretário-executivo de Minas e Energia presta esclarecimentos sobre leilão de capacidade e expansão do sistema elétrico
A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados realizou nesta terça-feira (2) uma audiência para discutir o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP 2026), considerado pelo governo um instrumento essencial para garantir a segurança energética do país nos próximos anos. A reunião foi marcada por divergências sobre a necessidade de contratação de termelétricas, o aumento do preço-teto do certame e o papel das baterias e das fontes renováveis na expansão do sistema elétrico brasileiro. (...)
Senado debate regulação dos minerais críticos e destaca oportunidade estratégica para o Brasil
Senado debate regulação dos minerais críticos e destaca oportunidade estratégica para o Brasil
A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado realizou ontem, terça-feira (2), uma audiência pública para discutir as perspectivas da regulação dos minerais críticos no Brasil. O debate ocorre em meio ao crescimento da demanda global por insumos como terras raras, lítio, grafita, níquel e nióbio, considerados fundamentais para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos militares e tecnologias ligadas à inteligência artificial. (...)
O labirinto regulatório do frete mínimo: equilíbrio econômico ou risco de paralisia nacional?
O labirinto regulatório do frete mínimo: equilíbrio econômico ou risco de paralisia nacional?
A Política Nacional de Pisos Mínimos de Frete, instituída originalmente em 2018 como o principal remédio político para cessar a histórica greve dos caminhoneiros, voltou ao epicentro do debate nacional de forma ainda mais contundente. O tema, que transita sob intensa pressão entre os Três Poderes, opõe a urgência social dos transportadores autônomos e os severos alertas de custos das entidades produtivas. Entre notas técnicas e arranjos institucionais, o Brasil se vê diante de um labirinto regulatório complexo, onde cada movimento impacta diretamente a espinha (...)
Clarity Act e tokenização de ativos rurais: o que o avanço regulatório americano muda para o agronegócio brasileiro
Clarity Act e tokenização de ativos rurais: o que o avanço regulatório americano muda para o agronegócio brasileiro
A regulação de ativos digitais nos Estados Unidos está avançando de forma consistente, e suas consequências para o agronegócio exportador brasileiro são mais diretas do que o setor reconhece. A aprovação do Clarity Act em comitê do Senado americano não encerra o processo legislativo, mas consolida um movimento irreversível: a criação de regras claras para que ativos digitais lastreados em commodities circulem em mercados de capitais com segurança jurídica definida. Para empresas brasileiras que dependem de financiamento externo e de contratos de exportação de longo (...)
Free flow expõe desafios regulatórios e pressiona governo por ajustes no pedágio eletrônico
Free flow expõe desafios regulatórios e pressiona governo por ajustes no pedágio eletrônico
A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados realizou nesta terça-feira (26) audiência pública para discutir os desafios da regulamentação do sistema de livre passagem em pedágios, conhecido como “free flow”. O debate reuniu representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), conselhos estaduais de trânsito e entidades ligadas à identificação veicular. (...)
O Selo Verde Brasil e o que a norma de polímeros renováveis antecipa para o agronegócio
O Selo Verde Brasil e o que a norma de polímeros renováveis antecipa para o agronegócio
Em 20 de março de 2026, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços lançou a primeira norma técnica setorial do Programa Selo Verde Brasil. O objeto escolhido para inaugurar o sistema foi preciso: polímeros de eteno de fonte renovável, materiais produzidos principalmente a partir do etanol de cana-de-açúcar e utilizados na fabricação de sacolas recicláveis, filmes e embalagens que substituem plásticos de origem fóssil. A escolha não foi arbitrária. O Brasil detém vantagem comparativa estrutural em feedstock renovável de base canavieira que nenhum outro (...)
Audiência debate avanço da mineração ilegal e pressiona por rastreabilidade do ouro no Brasil
Audiência debate avanço da mineração ilegal e pressiona por rastreabilidade do ouro no Brasil
A Comissão Externa destinada a discutir os atos de pirataria e a agenda do chamado “Brasil Legal”, da Câmara dos Deputados, realizou nesta terça-feira (26) audiência pública para discutir os impactos da mineração ilegal no Brasil, com foco especial na rastreabilidade do ouro, fiscalização da cadeia mineral e combate ao crime organizado. O encontro reuniu representantes do governo federal, órgãos de controle, entidades empresariais e especialistas do setor mineral. (...)
Plataformas digitais e banda larga: quem consome a rede não paga por ela
Plataformas digitais e banda larga: quem consome a rede não paga por ela
A expansão acelerada do consumo de serviços digitais no Brasil não é acompanhada por um modelo regulatório que distribua de forma equitativa os custos de infraestrutura necessários para sustentá-la. Enquanto plataformas de streaming, redes sociais, marketplaces e grandes provedores de conteúdo concentram volumes crescentes de tráfego sobre redes construídas e mantidas por operadoras de telecomunicações, o debate sobre quem deve financiar essa expansão permanece juridicamente inconcluso e politicamente inercial. (...)

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